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Psicóloga forense em série, Luana Piovani se diz 'louca pela mente humana'

Em "Dupla Identidade", a psicóloga forense Vera (Luana Piovani) tem a difícil missão de juntar as peças do quebra-cabeça de rastros deixados pelo serial killer Eduardo (Bruno Gagliasso).

Recém-saída de um estágio no setor de psicologia forense do FBI, Vera é chamada para integrar a equipe do delgado Dias (Marcello Novaes), cumprindo o papel de "caçadora de mentes" na procura pelo responsável por uma série de assassinatos de mulheres.

Ela e Eduardo estabelecem um jogo em que um testa a superioridade intelectual do outro através das pistas que ele deixa e da abertura que Vera encontra nelas para ler a mente do assassino e tentar descobrir sua identidade.

"Elas vão no detalhe, na psicologia, no comportamento, observam a cena do crime, como a vítima foi amarrada, em que posição estava, se o local é aberto ou fechado. Daí você começa a pegar se ele é meticuloso, perverso, fechado e começa a afunilar um perfil de homem até chegar a esse suspeito. Aí entra a equipe investigativa, mais matemática", conta Piovani.

Como laboratório para a personagem, a atriz acompanhou a rotina de duas psicólogas forenses, assistiu séries e filmes e leu livros sobre psicopatas. Chamou sua atenção a forma como o trabalho dos profissionais da área era pouco considerado nas investigações, atitude que a atriz considera compreensível pelo contexto de quem conduz uma investigação.

"Quem lida com morte, esquartejamento, gente louca, desvairada, cruel, você vai falar de psicologia? Eles lidam com bomba, tomando facada. Eu faço análise há muitos anos, sou completamente louca, tarada pela mente humana, justamente por que a gente não faz o menor sentido, consigo entender o eles não entenderem", filosofa.

Além da disputa intelectual com o serial killer, Vera encontra mais um complicador em sua vida na forma do delegado Dias. Os dois viveram um romance no passado, interrompido pela decisão dela de ir para os Estados Unidos fazer um curso. Nesse meio tempo, Dias casou, teve filhos e leva uma vida estável, que sofre um abalo a partir do reencontro com Vera e do ressurgimento da tensão de poder e paixão entre eles.

"Como todo bom homem, óbvio que ele não gosta que venha uma moça com um topete do tamanho do dele dar uma interferida. Mas aí é que fica bom, quando dá uma confusão. Eles se conheciam, mas ele não sabia que tava mandando outro cacife para o terreiro dele", se diverte Piovani.


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