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Leandra Leal vai tentar evitar rejeição a mocinha na novela 'Império'

A partir de 21 de julho, quando estreia "Império", caberá à atriz Leandra Leal a árdua tarefa de ser heroína. Nas últimas novelas das 21h, as mocinhas não fizeram sucesso com o público.

Em "Amor à Vida", a personagem Paloma (Paolla Oliveira) logo virou "pamonha" nas redes sociais porque não enxergava as articulações terríveis que eram montadas bem abaixo de seu nariz.

Na atual "Em Família", Helena (Júlia Lemmertz) só reclama e não supera seu passado. Desta vez, diz o autor, Aguinaldo Silva, é diferente.

Crédito: Daniel Marenco/Folhapress A atriz Leandra Leal, que viverá Cristina, heroína da novela 'Império', no Jardim Botânico, no Rio
A atriz Leandra Leal, que viverá Cristina, heroína da novela 'Império', no Jardim Botânico, no Rio

Segundo ele, a mocinha vai fazer com que o público torça por ela porque tem um objetivo muito claro: quer manter a família unida.

"O caminho para evitar que a mocinha seja rejeitada é manter sua postura romântica, mas, ao mesmo tempo, lhe dar outros objetivos e ambições", afirma o autor.

Em "Império", Leandra Leal, 31, vive Cristina, uma mulher batalhadora que trabalha para ajudar no orçamento da família e estuda para seguir seus sonhos.

Mas, ainda nos primeiros capítulos, ela se vê em um vendaval emotivo: perde a mãe, o irmão vai preso e o sobrinho é levado embora.

Para completar, a tia, vivida por Drica Moraes, se mostra a grande vilã da história.

Leandra diz que não se preocupa com a rejeição e sim em montar um personagem verdadeiro, capaz de convencer as pessoas.

"Não fico pensando muito no que vai conquistar o público ou não. São tantos os fatores que fazem um personagem ser aceito, não é só o meu trabalho. A novela toda vai contribuir", afirma a atriz.

Leandra diz que está "amando" Cristina e que não a considera "boba". "Ela é uma mulher forte e esperta, mas tem muita coisa para resolver. No lugar dela, ficaria muito perplexa", afirma.

Não é a primeira vez que atriz vive uma heroína em novela de Aguinaldo Silva. Em "Senhora do Destino" (2004) foi ela, encarnada como Cláudia, quem conseguiu desmascarar a terrível e genial vilã Nazaré, interpretada por Renata Sorrah.

ANTI-HERÓI

Na trama, Cristina, a personagem de Leandra, descobre ser filha do Comendador, o protagonista vivido por Alexandre Nero, um homem que enriqueceu ao descobrir diamantes no Monte Roraima, entre Brasil, Guiana e Venezuela, e que apresenta severas contradições.

O protagonista é um anti-herói, assim como ocorre nos seriados americanos mais celebrados, como "Breaking Bad", "Família Soprano" e "Mad Men".

Fã de séries, Aguinaldo Silva diz que o anti-herói atrai por se aproximar mais da realidade. "É aquele tipo que tem coração e boa índole, mas também erra e tenta tudo para atingir seus objetivos, mesmo que para isso precise fazer certas coisas consideradas 'erradas' por alguns."

O autor diz ainda que vai resgatar o uso do "gancho", aquela cena que deixa umm convite para o capítulo seguinte. "Com tantas mídias e plataformas diferentes, hoje é fundamental que a história mantenha um suspenso diário", afirma.

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