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Diversão
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Campeonato brasileiro de poesia falada começa nesta quinta em SP

Estilo mistura literatura e performance no Sesc Pinheiros

Sentado, o público assiste ao campeonato brasileiro de poesia falada e levanta placas com notas para os participantes. Os poetas declamam textos de até três minutos para tentar bater seu oponente no palco
SLAM BR, o campeonato brasileiro de poesia falada, acontece no Sesc Pinheiros - Sergio Silva/Divulgação
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Fernando Silva
São Paulo
Agora

De quinta (13) a domingo (16), o clima no Sesc Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, será de disputa. Lá, na praça localizada logo na entrada, ocorrerá o SLAM BR 2018, o campeonato brasileiro de poesia falada.

Em sua quinta edição, o evento reúne 25 poetas do slam, de 18 estados, escolhidos em batalhas regionais, para decidir quem representará o país na Copa do Mundo, em 2019, na França. No concurso, os participantes declamam poesias de até três minutos para bater seu oponente, e é o público quem determina o vencedor.

A apresentadora das batalhas é a atriz Roberta Estrela D’Alva, idealizadora do evento e que trouxe o estilo para o Brasil após assistir em 2005 ao filme "Slam" (1998).  Vencedor do Festival de Sundance, o longa popularizou esse tipo de arte no mundo e a fez ir aos Estados Unidos para ver os encontros que misturavam literatura, hip-hop e performance. 

De volta da viagem, ela criou o ZAP! Zona Autônoma da Palavra, primeira comunidade de slam a surgir no Brasil, em dezembro de 2008. Hoje, são 149 no país. A história da chegada e do crescimento das disputas é contada no documentário "Slam: Voz de Levante", de 2017, dirigido pela própria Roberta e por Tatiana Lohmann. 

De turbante na cabeça, atriz Roberta Estrela D'Alva posa para foto
Atriz Roberta Estrela D'Alva trouxe o slam para o país e apresenta as disputas do campeonato de poesia falada no Sesc Pinheiros - Marcus Leoni - 19/abril/2018/Folhapress

Aos 40 anos, Roberta fala com orgulho do cenário brasileiro. “Aqui o slam tem uma característica particular, que não tem no resto do mundo: ele é feito na rua.”  

Para ela, a força e a importância do estilo estão justamente na possibilidade de reunião em tempos de redes sociais e de contatos virtuais pela internet. “Elas [as disputas] só acontecem olho no olho, no corpo a corpo. Ali há um espaço de compartilhamento de experiências, onde a diversidade se encontra. Tem jovens, negros, mulheres, LGBTQ. O slam faz com que as pessoas sejam ouvidas", afirma.

Além das batalhas, o SLAM BR terá duas oficinas gratuitas, com inscrições 30 minutos antes do início. "Voz e Performance Poética", com a cantora Andrea Drigo, ocorre na sexta (14), às 14h. Já "O Corpo Político em Performance", ministrado pela atriz e diretora de teatro Luaa Gabanini, é no sábado (15), às 14h.

SLAM BR 2018

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