Renato Kramer

Dr. Pet e 'petchef' dão dicas de adoção e cuidados com os bichinhos

O "JC Debate" (Cultura) desta quinta-feira (20) recebeu o zootecnista Alexandre Rossi (o Dr. Pet) e a "petchef" Renata Ferraz para falarem sobre a importância da adoção animal e do valor de se ter um bichinho em casa.

"A adoção é boa em vários aspectos. Eu acho sensacional quando as pessoas adotam até mais de um animal —adotam dois para um ter referência do outro, um ser companhia do outro. Adotando você abre espaço para a ONG ou o protetor tirar o animal da situação de abandono e encaminhar para a adoção", declarou Renata.

A apresentadora Andresa Boni encaminhou a pergunta de um telespectador para Alexandre: ele explicou que a esposa está grávida de oito meses, e o casal está querendo muito adotar um gato, mas quer saber se é melhor esperar o bebê nascer, ficar mais crescidinho, se existe um momento ideal.

"Existem estudos que mostram que, se o bebê cresce com cão ou gato em casa, as chances dele ter problemas de saúde, inclusive alergia, problemas respiratórios como asma, bronquite e até dor de ouvido, diminuem", afirmou o Dr. Pet. "Ou seja, do ponto de vista da saúde do bebê, se o gato for saudável e estiver sendo bem tratado, é super benéfico".

Mas fez uma ressalva: "Existem sim doenças, chamadas zoonoses, que podem ser transmitidas. Então é importante discutir sim com o seu médico para ver o que se deve fazer para evitar uma contaminação. Uma das coisas para quem pega um gato e não sabe se ele está contaminado ou não é não ter contato com as fezes do animal".


E esclareceu: "Porque num determinado período, se o gato estiver doente, pode passar uma doença que se chama toxoplasmose, que é muito séria e pode até causar aborto na mulher. Mas é fácil corrigir, prestar atenção, é só numa fase".

No telão desfilaram fotos de animais de estimação adotados pelos telespectadores. Um deles é o cãozinho "Moustache", da telespectadora Fabiana, que escreveu ao lado da foto: "Ele não é apenas meu animal de estimação, e sim um pacotinho de amor embrulhado por pelos!".

"Essas histórias de adoção inspiram as pessoas a adotarem também, a procurarem abrigos sérios, ONGs sérias, protetores sérios. Eu acho que o papel de todo o mundo é de ser um pouco mais humano e olhar um pouco mais para esses animais que precisam também de um lar, e sempre vacinar e castrar, sempre", sugeriu a "petchef".

E o Dr. Pet assinou embaixo: "A castração nos parece, entre todos os especialistas, a maneira mais eficaz de a gente diminuir os abandonos. Eu não trabalho tanto na parte de castração, mas na parte de educação que também é uma maneira de a gente evitar abandono".

E informou: "Muitos estudos apontam que a maioria das pessoas abandonam mais os seus animais por problemas de comportamento. E esses cães abandonados, ainda se reproduzindo, pioram a situação ainda mais. No Brasil a gente tem muito o que chamamos de 'cão semi-domiciliado': ele tem dono, tem alguém que alimenta, que cuida dele, mas ele não vive dentro do domicílio. E aí esses cães também se reproduzem muito. O crescimento de uma população de cães que não foram castrados é uma progressão geométrica", observou o Dr. Pet.

"É simples manter uma alimentação saudável para o animal?", perguntou Andresa para a "petchef" Renata. "É. Basta um pouco de boa vontade e um pouco de tempo", respondeu Ferraz. "Inclusive se você colocar o alimento todos os dias na hora certa, o animal tende a ficar mais calmo e fica mais obediente", acrescenta.

Uma alimentação saudável para o seu cão? "A gente trata como alimentação natural caseira: o tutor prepara a comida em casa, depois de passar por uma consulta no veterinário sobre a dieta adequada. Não é nada muito mirabolante: o cachorro vai comer sardinha, batata doce, nhame, arroz integral, abobrinha, chuchu, cenoura —é tudo bem natural mesmo", foi a sugestão de Renata Ferraz, que pode ser visitada no seu site caolinaria.com.br.

"Hoje a ciência já demonstrou o quanto faz bem ter um bichinho. A pessoa vai viver melhor, ela vai ter mais facilidade de se relacionar. Quando você sai com um bichinho na rua as pessoas vem conversar com você, fazer carinho nele. A gente vive num mundo muito fragmentado, as famílias estão todas fragmentadas, e falta alguém que receba a gente com carinho, poder fazer carinho, receber carinho. Então um animalzinho faz muito bem para o ser humano", afirmou Alexandre Rossi, que está no mercado com uma nova edição do seu livro "Adestramento Inteligente" e tem o seu trabalho exposto no site www.caocidadao.com.br.

Renato Kramer

Natural de Porto Alegre, Renato Kramer formou-se em Estudos Sociais pela PUC/RS. Começou a fazer teatro ainda no sul. Em São Paulo, formou-se como ator na Escola de Arte Dramática (USP). Escreveu, dirigiu e atuou em diversos espetáculos teatrais. Já assinou a coluna "Antena", na "Contigo!", e fez críticas teatrais para o "Jornal da Tarde" e para a rádio Eldorado AM. Na Folha, colaborou com a "Ilustrada" antes de se tornar colunista do site "F5"

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