Maquiagem é o novo acessório para atores ganharem Oscar
Cadeira de rodas não vai carregar ninguém para o Oscar no próximo ano. O novo acessório para se conseguir uma indicação para uma das 20 vagas de melhor interpretação é... maquiagem.
Quanto mais besuntado o rosto com fundação, cílios postiços, palidez, nariz falso e pigmentos lipofuscínicos, maiores serão as chances de um ator vencer (ou pelos menos ser indicado para) o próximo prêmio da Academia.
Essa é a constatação que chego ao ter assistido a mais de meia dúzia de filmes com pretensões para prêmios na semana passada. Em "A Dama de Ferro", cinebiografia da ex-primeira ministra da Inglaterra Margaret Thatcher, Meryl Streep está impecável com cabelão, nariz adunco e um vão entre um dos dentes caninos.
Meryl, que deverá conquistar sua 16ª. indicação para o Oscar (ela venceu dois, e detém o recorde de maior número de indicações), terá como principal concorrente a atriz Glenn Close, no papel de uma mulher que se faz passar por homem na Irlanda do final do século 19. O filme se chama "Albert Nobbs" e a transformação de Glenn (que já teve cinco indicações, sem jamais ganhar) é impressionante.
Uma azarã nesta categoria poderá ser Michelle Williams, que se transformou no maior símbolo sexual de Hollywood de todos os tempos. Em My Week with Marilyn, Michelle incorpora (incluindo o requebrar) de Marilyn Monroe durante uma viagem à Inglaterra em 1957, quando a loira rodou O Princípe e a Corista com Laurence Olivier.
Críticos ficaram divididos com a excessiva maquiagem de Leonardo DiCaprio no filme J. Edgar. Dirigido por Clint Eastwood, DiCaprio interpreta todas as cinco décadas em que Edgar J. Hoover serviu o posto de poderoso diretor do FBI. Será esse o primeiro Oscar para DiCaprio? Não tão rápido assim.
Leo terá como grande concorrente o ator inglês Gary Oldman que, com óculos de fundo de garrafa e maquiagem amarelada, envelhece cerca de 15 anos para intepretar o espião inglês George Smiley no filme O Espião que Sabia Demais, adaptação do famoso livro do escritor John Le Carré passado durante a Guerra Fria.
Na categoria de melhor ator coadjuvante, Sir Ben Kingsley, que já intepretou Gandhi, faz uma incrível perfomance como o cineasta francês Georges Meliés (um dos pais do cinema mudo) no filme "A Invenção de Hugo Cabret", primeiro infantil (e em 3D) de Martin Scorsese. Outros três atores ingleses estão cotados para esta categoria: Kenneth Branagh (no papel de Laurence Oliver), Colin Firth, vencedor do Oscar de melhor ator deste ano (no papel de um dos agentes da inteligência inglesa "O Espião que Sabia Demais") e Jim Broadbent (como o marido de Margaret Thatcher em "A Dama de Ferro").
Fãs de George Clooney e Brad Pitt, cotados para receberem indicações ao Oscar de melhor ator (respectivamente pelos filmes "The Descendants" e "Moneyball"), podem ficar sossegados: os dois aparecem com mínima maquiagem!
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