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Corte francesa rejeita depoimento de Clint Eastwood em caso de ataque a trem em 2015

Julgamento de Ayoub El Khazzani começou na segunda passada (16)

O ator e cineasta Clint Eastwood
O ator e cineasta Clint Eastwood - Mario Anzuoni-3.jan.2020/Reuters
Tangi Salaün
Paris

Um tribunal da França decidiu que Clint Eastwood não pode depor durante o julgamento de um suposto atirador islâmico, cujo ataque em um trem de alta velocidade foi frustrado por três norte-americanos que mais tarde interpretaram a si mesmos em um filme do diretor.

O julgamento do cidadão marroquino Ayoub El Khazzani, que abriu fogo a bordo de um trem Thalys que viajava pelo norte da Europa em agosto de 2015, começou nesta segunda (16), em Paris. Antes do julgamento, a advogada de Khazzani havia pedido que a corte convocasse Eastwood como testemunha, alegando que ele poderia "lançar alguma luz" sobre a autenticidade das cenas retratadas em seu filme.

O filme de Eastwood se baseia em um livro escrito pelo trio intitulado "15h17: Trem para Paris". Khazzani disse a investigadores também antes do julgamento que decidiu desistir do ataque no último segundo, mas que era tarde demais para evitar o confronto com os passageiros, disse uma fonte judicial.

Mas o filme não mostra a suposta mudança de opinião, e a advogada de defesa teme que ele possa influenciar a opinião das pessoas sobre o ataque. Ela queria questionar Eastwood sobre quais instruções ele deu aos atores ao dirigi-los.

Procuradores antiterrorismo rejeitaram o pedido, dizendo que Eastwood não testemunhou o incidente e que não faz sentido convocar um homem de 90 anos durante uma pandemia.

Polícia inspeciona trem onde jovem abriu fogo e foi contido por dois militares americanos em licença
Polícia inspeciona trem onde jovem abriu fogo e foi contido por dois militares americanos em licença - Philippe Huguen-22.ago.2015/AFP
Reuters
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