Celebridades

'Não sou petista, mas também não sou cega', diz Monica Iozzi sobre crise política

Monica Iozzi apresentou ao público nas últimas semanas sua versão mais séria e politizada. A atriz e ex-apresentadora do "Vídeo Show" (Globo), que costumava aparecer nos Trending Topics por suas tiradas, tem gerado polêmica pelo posicionamento político adotado nas redes sociais.

Ao lado de Letícia Sabatella e Daniel Dantas, ela gravou um "vídeo-convite" para a manifestação "contra o golpe" da última sexta (18).

Ao "F5", Monica afirma que o atual debate político é superficial e improdutivo: "Precisamos parar com esse comportamento de torcida organizada. O país parece estar dividido entre 'petralhas' e 'coxinhas'".

Ela diz que gravou o vídeo como um convite à discussão e destaca o caráter apartidário do ato. "A ideia não é abonar as ações do PT, mas cobrar que todos os partidos sejam investigados e julgados de maneira imparcial e justa".

Sobre a crítica que fez aos brasileiros que "se informam apenas pelas manchetes do Jornal Nacional", a atriz afirma ter mencionado o telejornal por ser o de maior audiência no país. "Minha intenção com aquele post foi questionar como as pessoas se informam. Não sejamos ingênuos, não existe imparcialidade na imprensa".

Monica defende a pluralidade nos meios de comunicação e conta que lê diariamente vários jornais e revistas. "Precisamos nos cercar de toda informação possível, todo veículo pertence a alguém ou a um grupo que tem seus ideais, princípios e interesses". 

E continua: "A imprensa tem que divulgar da mesma maneira as acusações sofridas pelo PT, PSDB, PMDB e outros. O que não acontece. Não sou petista, mas também não sou cega".

Para atriz, que voltará à televisão ao lado de Tony Ramos em "Advogada do Diabo", próxima série da Globo, é o "debate raso e tendencioso que vem alimentando a atual atmosfera de ódio, preconceito e intolerância no país".

Após a publicação da matéria, a atriz Monica Iozzi afirmou que suas respostas não foram editadas de maneira suficientemente clara. Abaixo, leia a entrevista na íntegra:

Você é praticamente uma unanimidade entre os telespectadores da Globo e os usuários das redes sociais. Teme que demonstrar seu posicionamento político - ainda que não partidário - possa te prejudicar?

Não. Me sentiria prejudicada se não pudesse expor o que penso. Não posso deixar de me pronunciar só porque trabalho na TV. Sei que muitas vezes serei mal interpretada, principalmente num momento como este, em que o país parece estar dividido apenas entre "coxinhas" e "petralhas". Precisamos parar de nos comportar como torcidas organizadas de futebol e aprofundar a discussão política no Brasil. Participei do vídeo convidando as pessoas para as manifestações deste dia 18 com este intuito. Mas é preciso deixar claro que a ideia não é abonar as ações do PT. A ideia é cobrar que TODOS OS PARTIDOS sejam investigados e julgados de maneira clara, imparcial e justa. E que a imprensa divulgue da mesma maneira as acusações sofridas pelo PT, PSDB, PMDB, etc. O que não vem ocorrendo. Não sou petista, mas não sou cega.


2) Já recebeu alguma advertência ou conselho por parte da Globo a respeito dos comentários que tem feito na internet, sobretudo o que citava o Jornal Nacional?
 
Não. Minhas redes sociais expõem o que eu penso, de maneira completamente desvinculada da empresa em que trabalho. Usei o Jornal Nacional como exemplo por ser o telejornal de maior audiência do país. Minha intenção ao escrever aquele post foi de questionar como as pessoas vêm se informando. Não sejamos ingênuos. Não existe imparcialidade na imprensa. Todo veículo pertence a alguém ou a um grupo. E estas pessoas tem seus ideais, princípios e interesses. Por isso precisamos nos cercar de toda informação possível. Acompanho Veja, Carta Capital, IstoÉ, Piauí, Folha, Estadão, O Globo, JN, Jornal da Cultura, Jornal da Band, Mídia Ninja, Globo News, Revista Fórum, blogs, etc. Não podemos ser um povo que consome apenas as manchetes. Este debate raso e tendencioso é que vem alimentando a atual atmosfera de ódio, preconceito e intolerância na qual nos encontramos.
 
Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem

Últimas Notícias