Publicidade

Renato Aragão se diz preparado para encarar emoções fortes em estreia no teatro

02/10/2014 - 10h59

Publicidade

LOUISE SOARES
COLABORAÇÃO PARA O 'F5', DO RIO

Perto de completar 80 anos, Renato Aragão vai levar seu Didi Mocó para o teatro. O humorista faz sua estreia nos palcos em "Os Saltimbancos Trapalhões", versão musical do filme homônimo de 1981, na sexta-feira (3), no Rio.

Com longa trajetória na televisão e no cinema, Renato Aragão contou que acabou sendo "contaminado pelo vírus do teatro" durante os ensaios da peça e que considera cada levantar e abaixar de cortinas como uma nova estreia.

"A gente vê as pessoas sentadas aí na frente e qualquer reação que a gente faz, parece que está com muita intimidade. Então tem que ter muito cuidado na hora de representar, por que o público, ao mesmo tempo em que está assistindo, está fiscalizando a gente", disse o humorista.

A atriz Giselle Prattes, sogra da filha de Renato, Lívian Aragão, foi quem fez a ponte entre ele e os produtores Charles Möeller e Claudio Botelho para transformar "Os Saltimbancos Trapalhões" em musical. A princípio, o humorista ficou surpreso com o convite da dupla, especialmente pelo desafio de colocar em um palco toda a diversidade de cenários do filme original.

"Os Saltimbancos Trapalhões - O Musical" reconta a história do filme, mas com uma mudança no final que incluí uma homenagem ao comediante e seus colegas de trupe. Os papéis que originalmente eram de Mussum e Zacarias não foram reprisados na nova versão e a direção tem o cuidado de evitar que Renato e Dedé Santana apareçam em formação de quarteto em cena, para não dar a impressão de que os outros atores estão preenchendo o espaço deixado pela dupla.

"Não dá para colocar uma pessoa para substituir o Mussum, o Zacarias por que eles são insubstituíveis. Isso não existe. Ficou uma dupla, Didi e Dedé, como começamos. Vamos continuar, não vamos ficar 'viúvas'. A grande frase é 'o espetáculo continua'. Eu particularmente sinto uma saudade tão grande que não assisto mais os filmes que fiz com eles, me dá uma tristeza muito grande e eu não posso ficar triste, tenho que estar sempre alegre", relembrou Renato.

Além das homenagens, a peça reúne atores próximos a Renato, como Dedé Santana, Roberto Guilherme e Tadeu Mello, com quem contracenava na "Turma do Didi", além de Lívian.

Perguntado sobre possíveis restrições médicas a emoções fortes por conta do infarto que sofreu no início do ano, ele se disse estar pronto para encarar qualquer situação que possa surgir em cena.

"Não ligo muito. De repente foi isso mesmo que causou. Eu jamais desconfiei que meu coração iria ter alguma coisa por que eu sempre me cuidei. De repente, um colesterol alto, genético, e a emoção muito forte no aniversário da minha filha. Quando acordei estava no hospital, fizeram um stent e deram garantia de mais 70 anos. Pode vir emoção, pode vir o que quiser, estamos preparados para tudo".

  • Últimas notícias 
  •  

Publicidade

Publicidade

gostou? leia também

  •  

Publicidade

Siga agora o F5 no Twitter

Livraria da Folha