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Grife chama Cristiano Ronaldo de 'gay' e Maradona de 'maricón' em camisetas e é acusada de homofobia

Uma coleção da grife Sérgio K. inspirada na Copa do Mundo 2014 está sendo alvo de polêmica nas redes sociais.

Em uma linha de camisetas, a marca resolveu "tirar do armário" nomes como o atacante da seleção portuguesa Cristiano Ronaldo e o ex-jogador argentino Maradona.

TONY GOES: Sergio K. deu tiro no próprio pé com camisetas
Camisetas acusadas de promover homofobia esgotam em lojas

As peças trazem estampadas frases como "C.Ronaldo is gay" (C.Ronaldo é gay, em tradução do inglês) e "Maradona Maricón" (Maradona Bicha, na tradução do espanhol).

Lançada há 40 dias, a coleção vem sendo acusada de ser homofóbica.

"Já não basta a homofobia presente todo dia nos estádios, agora temos camisetas à venda em shoppings para reforçá-la?", diz uma petição em repúdio à Sergio K., publicada no site de abaixo-assinados Avaaz.

O site All Out também lançou movimento contra o produto.

"A marca Sergio K acaba de lançar sua coleção para a Copa do Mundo: uma série de camisetas usando a palavra "gay" para xingar e ridicularizar jogadores estrangeiros. Em um país com índices tão altos de ataques contra gays, a campanha da Sergio K é um incentivo muito perigoso à discriminação e à violência - mas nós podemos mostrar a eles que levá-la adiante é um risco para a reputação da marca", diz o protesto.


A página do Facebook do coletivo feminista Chute conclamou seus seguidores a reclamarem na página da marca. "Afinal, homofobia é uma das filhas da misoginia", dizia a postagem.

Posts de usuários do Twitter também criticaram a iniciativa.

"Grife Sergio K. dando aquela ajudinha pra homofobia", escreveu um internauta.

"R$ 189 pra vestir camisetas cafonas com mensagens homofóbicas? Que bela bosta", comentou outro.

IRREVERENTE

Procurado pelo "F5", o estilista Sergio K. negou ser homofóbico.

"A coleção tem a veia irreverente da marca. Foi feita para quem quer torcer pelo Brasil, mas não quer usar camisa da seleção. É uma resposta a tudo que o Maradona já disse ao Brasil, ao Pelé. Não é homofóbica", disse.

"Para mim, homofobia é outra história: não contratar gays, agredi-los. As camisetas não incitam a violência."

Segundo ele, foram confeccionadas apenas 120 peças da linha, cada uma comercializada por R$ 189,00.

"A maioria das peças já foi vendida e há outras mensagens. A coleção tem cinco estampas", afirmou.

Além das menções a Cristiano Ronaldo e Maradona, as demais camisetas falando do ex-jogador da seleção francesa Zinédine Zidane —"Zidane is over" (Zidane já era)—, do atacante da seleção argentina Leonel Messi —"Messi Cabrón" (Messi Bastardo)— e de Mario Barwuah Balotelli, atacante da Itália —"Balotelli is a loser" (Balotelli é um perdedor).

"Uma pessoa esclarecida vai entender. Sou super 'open minded' [cabeça aberta]. Os melhores vendedores das minhas lojas são gays. Quem me conhece sabe que não sou homofóbico", reforça Sergio K.

O estilista ainda lembra que sua marca já contratou a transexual Amanda Lepore para uma campanha e que, atualmente, tem o transexual polonês Oliwer Mastalerz como garoto-propaganda.

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