Celebridades

Gilberto Gil acha generais que o prenderam na ditadura "muito legais", diz Preta

A cantora Preta Gil contou que seu pai, o cantor Gilberto Gil, é "muito zen, é o perdão em pessoa".

No programa "Encontro com Fátima Bernardes" (Globo) desta terça-feira (4), Preta contou que foi visitar o quartel-general onde o pai havia sido preso, em 1968, durante a ditadura militar.

"Encontrei com um general, que falou: 'Conheci seu pai quando ele estava preso aqui. Adorava ele, tocava música pra gente na hora do banho de sol'. Fomos almoçar [ela e Gil] e comentei. Ele disse: 'ah, deve ser o cabo nãoseiquenzinho. Eles eram muito legais comigo'. Ele não guarda mágoa nenhuma."

Já Preta não é tão zen quanto o pai. Ela, que sofreu quando se assumiu bissexual, afirmou que preconceito não tem perdão.

"É muito difícil perdoar uma pessoa que humilha, diminui as pessoas, que se acha superior, por ser rico, branco, de uma religião, e [que considera] o outro, por ser diferente, menor. É uma coisa entranhada, é difícil você mudar. É uma questão de educação", disse a cantora.

"Eduquei meu filho [Francisco, 17] para não ser uma pessoa preconceituosa. Óbvio que todos somos, em algum momento da vida, preconceituosos. Olha feio para uma pessoa e fala 'ai, não gosto dela', sem conhecer. Aí você conhece e tudo bem."

"Sofri algumas ofensas gratuitas, de pessoas importantes, humoristas, políticos, enfim. Só tenho aparência [de ser forte]. Sofri muito", disse Preta. Ela já teve desentendimentos com Rafinha Bastos, Danilo Gentili, pessoas do "Pânico na TV!" e com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Citando uma "amiga", Fátima Bernandes emendou: "Crítica eu não gosto, gosto de elogio, gente".

Crédito: Christian Gaul A cantora Preta Gil falou que preconceito não tem perdão
A cantora Preta Gil falou que preconceito não tem perdão

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