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'Deve ser muito difícil julgar algo', diz Glória Pires, que fará juíza em série do 'Fantástico'

Glória Pires interpreta a juíza da vara de família Andréa Pachá em "Segredos de Justiça", que estreia dia 9 de outubro no "Fantástico" (Globo).

A série, com direção de Rafael Dragaud e Pedro Peregrino, é baseada no livro "A Vida Não É Justa", em que a juíza Pachá relata sua experiência ao longo de 15 anos, e também marca o retorno da atriz à TV. Sua última participação havia sido na novela "Babilônia", que foi ao ar em 2015.

"Não consigo resistir a um projeto inovador", diz Glória. "Mas o que me atraiu foi a visão da Andréa sobre a vida daquelas pessoas. Sempre achei interessante uma pessoa decidir ser juiz, deve ser tão difícil julgar algo", declara.

"Fiquei ainda mais interessada quando soube que ela estudou dramaturgia. Ela tem um 'background' que enriquece a visão jurídica, que a coloca muito próxima das questões humanas, sem visão maniqueísta, daí aceitei", completa.

As informações são da coluna Outro Canal, assinada por Lígia Mesquita e publicada na Folha deste domingo (25).

Em um dos cinco episódios de aproximadamente 12 minutos cada, Glória aparecerá julgando casos como o de um homem que assume a paternidade do filho da amiga e depois vê o pai verdadeiro aparecer, entre outros.

"As histórias que a Andréa conta são instigantes. Assisti a algumas entrevistas dela no YouTube e depois conversamos algumas vezes", declara a atriz.

"Ela pontua as histórias com o parecer dela, com o que ela estava pensando quando a informação chegou. Tem uma sobre dois jovens menores, em que a menina engravida, e os pais querem obrigá-los a se casarem. E a Andréa pensa na história da avó, que não teve a opção de não se casar", lembra.

Glória também afirma que a série fez com que ela refletisse sobre o trabalho dos juízes e a importância de se colocar no lugar de cada pessoa que aciona a Justiça

"Em nenhum momento a Andréa se coloca acima dos outros. Acho que os juízes, na maioria das vezes, se colocam assim", avalia. "Alguém pode achar doido e dizer que 'juiz não é irresponsável'. Mas alguns são, não se colocam no lugar do outro nem procuram se aprofundar", diz.

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