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Marcos Palmeira compete consigo mesmo com novela e série no mesmo horário

11/08/2014 - 08h32

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LOUISE SOARES
COLABORAÇÃO PARA O "F5", DO RIO

Quem for assistir televisão na faixa das 22h a partir desta segunda-feira (11) vai se deparar com duas versões de Marcos Palmeira: o delegado Pedroso da novela "O Rebu" (Globo) e o jornalista Raul da série "A Segunda Vez" (Multishow).

As duas produções serão exibidas praticamente na mesma faixa de horário, de segunda a sexta-feira, mas, para alívio de Marcos Palmeira, não foram gravadas ao mesmo tempo - "A Segunda Vez" foi rodada em janeiro.

Em evento com a imprensa para lançamento da série, o ator brincou que só lamenta estar competindo consigo mesmo nesse horário.

"É uma experiência nova estar em dois veículos com trabalhos completamente opostos, no mesmo horário, e que, ao mesmo tempo, são meio parecidos na linguagem, com muita câmera na mão. A gente não tem a pretensão de ter uma fotografia como a do Walter Carvalho [de "O Rebu"], mas espero que o público identifique essa diferença", afirma Palmeira.

As diferenças não se limitam à parte técnica, já que os dois personagens do ator são praticamente opostos. Enquanto o delegado Pedroso é incorruptível na busca do assassino misterioso de "O Rebu", em "A Segunda Vez", o jornalista Raul abraça a vida de ilegalidade ao se envolver com o negócio da prostituição.

"Ele é um cara meio antigo, que bebe uísque, que cheira cocaína, fuma, escuta vinil. Ele é um cara de uma outra época. Eu não sou esse cara, não tenho nada a ver, mas mergulhei naquilo que estava sendo proposto do texto", explica.

Na série, baseada no livro "A Segunda Vez que te Conheci", de Marcelo Rubens Paiva, a vida de Raul sofre uma reviravolta quando, no mesmo dia, perde o emprego e a mulher, Ariela (Priscilla Sol). Sem ter onde morar, o jornalista fica em um flat emprestado por um amigo, onde se descobre vizinho de um grupo de garotas de programa, para as quais se torna uma espécie de conselheiro e administrador.

"Ele não faz aquilo para pegar todas, mas por que tem um afeto por aquelas mulheres, de querer cuidar delas e ver que elas podem se dar muito melhor naquilo, dá uma valorizada nessa profissão milenar. Ele não olha para elas como prostitutas, no sentido mais pejorativo da palavra, mas como uma profissão, uma oportunidade. O Raul quer proteger essas mulheres e, ao mesmo tempo, voltar para a mulher dele, salvar o casamento", disse Marcos Palmeira.

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