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Veja os dez maiores escândalos sexuais de todos os tempos

24/07/2011 - 23h00

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DE SÃO PAULO

Dizem que o poder é afrodisíaco. E, a julgar pelas histórias abaixo, deve ser verdade.

Ao se envolverem (ou tentarem) com quem não deveriam, alguns políticos acabaram se dando muito mal. Muitas vezes, o escândalo foi apenas a ponta do iceberg e serviu para trazer à tona outros "probleminhas" envolvendo corrupção.

O F5 elegeu os dez maiores escândalos sexuais da história envolvendo poderosos. Veja abaixo.

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1. Príncipe Charles e a "rottweiler"

Começou como um conto de fadas. O príncipe Charles se casou com Diana Spencer em 1981 e todo mundo pensou que eles seriam felizes para sempre. Não foram. Ainda nos anos 1980, ele voltou a se encontrar com uma namoradinha que tinha tido anos antes: Camilla Parker.

A infidelidade real veio à público após a publicação de uma biografia de Diana, que vivia triste pelos cantos do palácio, e com a divulgação de uma gravação telefônica entre Charles e Camilla --então também casada--, que foi parar nos tabloides.

Diana, que chamava a rival de "rottweiler", se separou de Charles e acabou morrendo em um acidente de carro em 1997. Já o príncipe ficou livre para assumir o romance com a amante e acabou se casando com Camilla, que será sua consorte oficial quando ele se tornar rei da Inglaterra.

Peter Jordan - 28.jan.99/France Presse
O príncipe Charles e Camilla Parker deixam o hotel Ritz, em Londres, em sua primeira aparição em público como casal
O príncipe Charles e Camilla Parker deixam o hotel Ritz, em Londres, em sua primeira aparição em público como casal

2. John Kennedy e a musa do cinema

Apesar de ter se casado com Jackie, considerada uma das mulheres mais bonitas e elegantes do mundo, o presidente John Kennedy, vez por outra, dava suas puladas de cerca, segundo biógrafos dele. Um de seus casos mais famosos teria sido com a musa do cinema Marilyn Monroe.

Embora nunca tenha sido comprovado com 100% de certeza, o relacionamento entre eles aparece como fato consumado em diversos livros, filmes e minisséries de televisão.

A clássica cena em que em que a atriz, maior símbolo sexual da época, canta "Happy Birthday, Mr. President" de forma insinuante no aniversário de 45 anos dele, de fato ocorreu.

O "affair" só veio a público muitos anos depois de ela se suicidar, aos 36 anos, e de ele ser assassinado, em 1963.

Associated Press/Reuters
A atriz Marilyn Monroe e o presidente John Kennedy
A atriz Marilyn Monroe e o presidente John Kennedy, cujo caso amoroso nunca foi comprovado com 100% de certeza

3. Bill Clinton e a estagiária

Tudo começou com uma denúncia de assédio sexual. Paula Jones, que era funcionária pública enquanto o presidente americano Bill Clinton era governador do Estado de Arkansas, entrou com um processo contra ele. Para provar que ele não era nenhum santinho, o advogado dela trouxe à tona o nome da estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky, então uma grande desconhecida para da maioria dos americanos.

O presidente negou por meses a acusação. Enquanto isso, detalhes sórdidos iam surgindo na mídia --como o vestido manchado com sêmen que ela guardou sem lavar. Clinton acabou admitindo em 1998 que, sim, ele havia tido um caso com a estagiária entre 1995 e 1997.

Como foi acusado de mentir (ele alegou que sexo oral não era sexo) durante depoimento na Justiça, teve um pedido de impeachment aprovado pela Câmara dos Representantes, mas foi absolvido pelo Senado. Ele também teve de fazer um acordo com a promotoria para não ser julgado após deixar a presidência.

Em seu livro de memórias, o ex-presidente descreve o "asco" que sentiu por sua relação com Lewinsky e por ter que dormir no sofá para ganhar novamente o respeito da mulher, a hoje secretária de Estado Hillary Clinton, e de sua filha, Chelsea.

Associated Press - 16.dez.96
O presidente Bill Clinton cumprimenta a estagiária Monica Lewinsky em festa de Natal na Casa Branca em 1996
O presidente Bill Clinton cumprimenta a então estagiária Monica Lewinsky em festa de Natal na Casa Branca em 1996

4. Zélia Cardoso de Mello e Bernardo Cabral

O próprio presidente Fernando Collor definiu o caso na época como "nitroglicerina pura". A ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello (sim, aquela do confisco das poupanças) passou a dividir mais do que reuniões interministeriais com Bernardo Cabral, ministro da Justiça.

Zélia era solteira, mas Cabral, não. Na época, o adultério ainda era considerado crime no Brasil, e a amante poderia ser julgada como cúmplice.

Apesar das tentativas de esconder o caso, o caso tornou-se notório quando foram parar nos jornais bilhetes trocado pelo casal (um deles falava sobre a saia "deliciosa" que Zélia estava usando) e o relato de uma dança que eles dividiram na festa de aniversário dela. A música era "Besame Mucho".

O romance foi visto como prejudicial ao governo por Collor. Cabral pediu para sair e Zélia acabou demitida.

Lula Marques - 15.mar.90/Folhapress
Os ministros Zélia Cardoso de Mello e Bernardo Cabral no dia da posse de Fernando Collor de Mello como presidente
Os ministros Zélia Cardoso de Mello e Bernardo Cabral no dia da posse de Fernando Collor de Mello como presidente

5. Berlusconi e a marroquina

As festinhas do primeiro ministro Silvio Berlusconi, 74, eram tão, mas tão animadas, que acabaram virando alvo de investigação da promotoria na Itália. Segundo o inquérito, ele pagou à jovem marroquina Karima El-Mahroug --conhecida como Ruby Rubacuori-- e a outras 32 mulheres que frequentavam os encontros em sua mansão em troca de favores sexuais.

Ruby é especial não só por ser uma das mais assíduas (foram 13 encontros entre 2009 e 2010) como por ser menor de idade na época --o que é considerado crime na Itália. Tanto Berlusconi quanto Ruby negam que tenham mantido relações sexuais. Ela contou ainda no depoimento que disse ao político que era egípcia e tinha 24 anos. Acusada de furto, foi presa e o primeiro ministro intercedeu para soltá-la. Ele também é acusado de abuso de poder.

Não é o único escândalo em que Berlusconi se envolveu. Em maio de 2009, houve o caso Noemi, uma menor com quem Berlusconi se encontrava e que acabou levando a mulher do chefe de governo a pedir o divórcio, e, em junho de 2009, o caso D'Addario, uma prostituta que tornou pública uma noite tórrida com o político.

Filippo Monteforte/Giuseppe Cacace/France Presse
O primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi e a marroquina Karima El-Mahroug, a quem teria pago por favores sexuais
O primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi e a marroquina Karima El-Mahroug, a quem teria pago por favores sexuais

6. Dominique Strauss-Kahn e a camareira

Esse escândalo é tão recente que ainda não se sabe o desfecho. O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional) Dominique Strauss-Kahn é acusado por uma camareira de 32 anos de um hotel de Nova York de agressão sexual, cárcere privado e tentativa de estupro.

Ele foi detido dentro do avião em que deixaria os Estados Unidos e só saiu da cadeia após o pagamento de US$ 1 milhão de fiança mais o depósito de US$ 5 milhões em juízo (que depois podem ser devolvidos), mas ainda permanece em prisão domiciliar até o julgamento do mérito do caso.

Na cola da revelação, surgiram outras acusações, como a de uma jornalista francesa, também de 32 anos, que também disse ter sofrido tentativa de estupro de Strauss-Kahn.

Strauss-Kahn teve de renunciar ao cargo no FMI em meio ao escândalo.

Como o depoimento da camareira teve contradições e descobriu-se que ela pode estar envolvida em outros crimes, incluindo tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, o caso perdeu força. Fala-se até em complô, já que ele era principal rival de Sarkozy nas próximas eleições presidenciais.

Allan Tannenbaum - 6.jun.11/France Presse
Dominique Strauss-Kahn
Dominique Strauss-Kahn, que foi acusado de agressão sexual, cárcere privado e tentativa de estupro a camareira

7. Fernando Lugo e as fiéis

O presidente Fernando Lugo foi bispo católico antes de se dedicar somente à política. Só que, pelo visto, não era muito a favor do celibato entre os religiosos. Em 2009, após ser processado, ele decidiu assumir a paternidade de um menino que teve com uma mulher enquanto ainda estava na Igreja.

A admissão pública da paternidade estimulou uma segunda mulher a exigir que Lugo reconhecesse também o filho dela. A terceira acusação surgiu menos de 15 dias depois, embora a última mãe não tenha pedido a Lugo que assumisse seu filho.

Apesar do escândalo, Lugo continuou na presidência, mas sofre de rejeição de 65% dos paraguaios consultados a respeito de uma possível reeleição.

O presidente diz não aspirar a um segundo mandato.

Rafael Urzua - 13.abr.09/Reuters
O presidente paraguaio Fernando Lugo
O presidente paraguaio Fernando Lugo, que assumiu ter tido filho enquanto era bispo católico e pode ter tido outros 2

8. Renan Calheiros e a jornalista

A revelação caiu como uma bomba em 2007. O presidente do Senado, Renan Calheiros, recebia recursos de uma empreiteira, por meio de um lobista, para pagar "em dinheiro vivo" uma pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem, soube-se então, tem uma filha fora do casamento.

Segundo ela, o político "fazia as mais belas declarações de amor, me ligava várias vezes durante a noite para contar seus passos, cantarolava 'Eu Sei que Vou Te Amar' ao telefone".

O senador foi investigado por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado e outras acusações foram se somando, como a de que ele grilava terras em Alagoas e de que usou laranjas para virar sócio de uma empresa de comunicação.

Renan se licenciou do cargo, pediu licença médica e finalmente renunciou ao cargo, mas foi poupado da cassação de mandato pelos colegas.

Enquanto isso, Mônica Veloso foi capa da "Playboy" e lançou um livro sobre o "affair".

Lula Marques/Evaristo Sá/Folhapress/France Presse
O senador Renan Calheiros e a jornalista Mônica Veloso
Renan Calheiros, que teve um filho fora do casamento com Mônica Veloso e pagava pensão a ela por meio de lobista

9. Eliot Spitzer e a cafetina

O governador de Nova York Eliot Spitzer se deu mal ao contratar os serviços de uma acompanhante de luxo em 2008. Ele não sabia que a rede de prostituição estava sendo investigada pela polícia e teve sua ligação gravada e divulgada pelo "New York Times".

Três dias após o caso vir à tona, o jornal "New York Post" publicou reportagem dizendo que a brasileira Andréia Schwartz, que seria a cafetina do Emperors Club VIP (ela nega e diz que apenas apresentava as pessoas), teria servido como informante na investigação federal.

A brasileira disse ter sido presa em 2006 e que ficou no país porque a polícia e a Justiça americanas queriam informações sobre outras pessoas envolvidas com o caso.

Após o escândalo, a cafetina foi liberada para voltar ao Brasil e o governador anunciou sua renúncia.

Fernando Donasci/Frank Franklin/Folhapress/Associated Press
O ex-governador de Nova York Eliot Spitzer e a brasileira Andréia Schwartz
O ex-governador de Nova York Eliot Spitzer e a brasileira Andréia Schwartz, que ajudou a findar rede de prostituição

10. Anthony Weiner e a internauta

Este é um autêntico escândalo da era da internet. O representante de Nova York na Câmara do Congresso dos EUA Anthony Weiner, 46, era casado há menos de um ano com Huma Abedin, 35, assessora de Hillary Clinton. O casal parecia ter tudo. Ele era considerado um dos favoritos para suceder o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e ela estava grávida do primeiro filho de ambos. Só que ele gostava de conversar com outras mulheres por meio da internet.

No final de maio, Weiner resolveu enviar uma foto de seu pênis ereto por baixo da cueca a uma estudante universitária de 21 anos. Só que ele mandou a foto por meio do Twitter. A imagem correu o mundo, mas o político afirmou que a foto não era dele e chegou a dizer que seu computador havia sido hackeado. Mas acabou admitindo que tinha sido ele mesmo quem havia mandado a foto. E mais, que mantinha relações virtuais com seis mulheres! Outras fotos dele seminu começaram a pipocar na rede, inclusive na academia de ginástica do Congresso.

O representante acabou renunciando e se internou em uma clínica para dependentes de sexo.

Reprodução/yfrog/biggovernment.com
Fotografia que o congressista norte-americano Anthony Weiner enviou a uma estudante de 21 anos usando o Twitter
Fotografia que o congressista norte-americano Anthony Weiner enviou a uma estudante de 21 anos usando o Twitter
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