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colunistas - ricardo feltrin

Globo rebate dados sobre perda de "share" desde 93; leia íntegra

22/03/2012 - 02h31

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RICARDO FELTRIN
EDITOR COLUNISTA DOO "F5"

Por meio da CGcom, a Globo rebateu levantamento inédito publicado nesta quinta pelo "F5", o qual aponta que, desde 1993, a emissora perdeu cerca de 35% de sua participação no total de aparelhos de TVs ligados na Grande São Paulo. Veja abaixo a íntegra do comunicado:

"O Brasil registra os maiores índices de TV aberta do mundo ocidental, com consumo crescente de horas assistidas por dia. Nos últimos 10 anos, o telespectador brasileiro aumentou sua permanência em frente à TV - uma média de cinco horas por dia, por pessoa, por domicílio. Devemos lembrar ainda que a população cresceu, o número de lares com TV e de aparelhos por lar também. A média de aparelhos de TV em cada lar brasileiro quase dobrou em relação a 20 anos.

Com isso, 10% de audiência hoje atingem muito mais do que 10% há 30 anos. Numa conta rápida, 30 pontos de audiência da Globo em 1997 (ano do início da medição PNT) equivaliam a 10.106.038 de domicílios com TV. Em 2011, os mesmos 30 pontos correspondem a 16.280.034 domicílios com TV, um aumento de 61%. Se levarmos isso para os seus gráficos, com números de SP, nossos 19,9 pontos de audiência média (07h às 24h) em 2000 equivaliam a 888 mil domicílios. Os 16,3 pontos de 2011 a 981 mil domicílios - um aumento de 10%.

O resultado disso é que a televisão aberta está cada vez mais forte na preferência do telespectador brasileiro - e também do mercado publicitário. O que se vê no Brasil e no resto do mundo é que a televisão se mantém como o principal assunto de todas as novas plataformas/mídias/tecnologias. E essas mídias complementam ou se beneficiam do conteúdo da televisão.

Essa conjuntura explica porque o meio TV segue como o mais importante e preferido, tanto pelo o público quanto pelos anunciantes, pelos resultados efetivos que ela oferece de vendas e de imagem e prestígio para as marcas.

Essas mídias novas sugerem outra reflexão importante. A média histórica de aparelhos ligados no Brasil, das 7h à 0h, tem variado de 40% a 43%. Em 2010, foi de 42%. Em 2000, também de 42%. Há 30 anos, esse percentual correspondia praticamente só à TV aberta. Com a introdução das novas tecnologias, isso mudou. Há 20 anos, havia 1 milhão de domicílios com TV paga. Hoje são 12 milhões. No passado, o chamado OCN (outros canais, majoritariamente compostos pela TV paga) representava 1% dos aparelhos ligados, hoje chega a 6%, 7%.

O que o ibope classifica como "outros aparelhos" - VHS, videogame, DVD, Blue-Ray, etc -, que antigamente não existia, hoje representa 3%, 4%. Essa disputa antes não havia. Assim, no segmento TV aberta, a Globo detinha 21 pontos em 2000 e fechou 2011 com 18 pontos. Em 2000, SBT e Record somavam 13 pontos. No fechamento de 2011, ambas seguiam com os mesmos 13 pontos.* Os dados comprovam que, se houve uma oscilação, esta não foi em desfavor da Globo nem em favor das outras redes, mas para "outros canais" e "outros aparelhos". Mas houve uma compensação.

Como apontamos antes, tendo crescido a população, o número de aparelhos de TV, o número de lares com aparelhos de TV e de horas assistidas, as emissoras de TV aberta hoje têm mais audiência do que tinham há 20 anos, pois atingem um número bem maior de pessoas com potencial de consumo, principal medida de eficiência do investimento em mídia, ainda que seus índices de audiência sejam ligeiramente menores. (*Dados do Ibope, PNT, 07h às 24h.)

Com tudo isso, é importante lembrar ainda que a Globo responde há anos pelas 30 maiores audiências da TV brasileira; é líder em todas as regiões e mercados da televisão no país.

Tabelas e gráficos

"Share Globo SP - 07h às 24h"

(Continua a mensagem da CGCom) "O share da Globo em 1993 em SP foi de 56% - e não de 59,2% como está na sua tabela. O ideal seria você comparar com o share de 2011 (38,5%), pois seria ano fechado contra ano fechado. Aí poderia dizer que houve uma queda de 17,5 pontos (ao comparar share, você não deve usar % e sim pontos percentuais, pois está comparando universos diferentes - total de ligados que variam ano a ano). Para forçar a barra e comparar com 2012 (37,4%), você vai achar uma variação de -18,6 pontos, mas precisa fazer a ressalva que está comparando um ano cheio (1993) com dois meses de outro ano (2012)."

(nota da coluna: também são informados dados sobre 2011. O ano de 2012 apenas reitera e reproduz a tendência do "share" da Globo nos anos anteriores, que é de queda. A coluna mantém seus cálculos sobre os 59,2% de share obtido pela emissora de 93).

(Continua a mensagem da CGCom) "Arredondando, se a Globo atingia 56 em cada 100 domicílios com TVs ligadas em 1993 e hoje ela atinge 37 em cada 100, só dá pra vc dizer que ela perdeu 19 em cada 100, fazendo a ressalva de que você está comparando um dado de ano fechado (1993) com dado de ano incompleto (2012).

Ligados SP - 07h às 24h

Na tabela de Percentual de domicílios com TVs Ligadas, em 1993 temos 43% e não 40% como está indicado no gráfico que vc mandou. Assina: Central Globo de Jornalismo (CGCom)."

Editoria de Arte/Folhapress
Quadro sobre o "share" da Globo publicado pelo "F5"
Quadro sobre o "share" da Globo publicado pelo "F5"
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin, 51, é colunista do "F5", site de entretenimento da Folha, e também colunista do UOL, onde apresenta o programa "Ooops!" às terças. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros.

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