Cinema

Papel racista no filme 'Detroit' provocou luta interior em Will Poulter

Will Poulter posa durante evento em Hollywood em dezembro de 2015
Will Poulter posa durante evento em Hollywood em dezembro de 2015 - Reuters - 16/12/2016 - Mário Anzuoni


O policial sádico e racista no centro do filme "Detroit" pode ser um dos personagens mais aterrorizantes vistos no cinema neste ano. Interpretá-lo foi igualmente assustador, de acordo com o ator Will Poulter.

"Foi bastante difícil lutar com meu monólogo interior nessa época", contou Poulter, 24, que vive um policial branco de Detroit. Seu personagem provoca, agride com uma pistola e espanca um grupo de homens negros e duas mulheres brancas durante um interrogatório de horas em meio aos tumultos de 1967 na cidade que dá nome ao filme.

Dirigido por Kathryn Bigelow, "Detroit" se baseia em um incidente até hoje pouco conhecido que terminou com a polícia matando a tiros três homens negros. Críticos classificaram o filme como poderoso, mas doloroso de assistir.

O personagem de Poulter, Krauss, é um recorte de alguns dos verdadeiros policiais de Detroit que mais tarde foram julgados e inocentados de quaisquer crimes relacionados ao incidente.

Poulter, que é britânico, disse não ter tido "nenhuma sensação de divertimento ou prazer fazendo um papel como este porque ele [Krauss] é muito ofensivo e hediondo".

Pete Hammond, crítico de cinema do site "Deadline.com", classificou sua atuação como "a quintessência do mal", e A.O. Scott, do jornal "New York Times", disse que Poulter interpretou o papel como um "sociopata imaturo".

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