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"Ninguém tem filho pensando no futuro", diz Carla Bruni

29/09/2011 - 15h03

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DA EFE, EM PARIS

Carla Bruni, que deve de dar à luz em poucos dias, disse que as pessoas não decidem ter filhos nos dias de hoje "se questionando" sobre como viverão em tempos de crise tão incertos.

"Não acho que quem deseja ter um filho se questiona sobre isso", respondeu Bruni-Sarkozy, em entrevista à revista feminina "Madame" do jornal "Le Figaro", que sai neste sábado (1º), em resposta a pergunta sobre o contexto de crise no qual nascerá seu bebê.

Jacques Brinon/France Presse
A primeira-dama francesa, Carla Bruni, que deve dar à luz em breve
A primeira-dama francesa, Carla Bruni, que deve dar à luz em breve

A primeira-dama da França explicou que os recém-nascidos chegam ao mundo "em uma inconsciência feliz, e é assim desde o início dos tempos". "Se a reprodução humana estivesse condicionada à perspectiva de uma vida perfeita não estaríamos aqui", justificou.

Carla reconheceu não ter "uma vida difícil", já que recebe "muita ajuda" e, portanto, seu segundo filho --já tem Aurélien, de 11 anos, da união com o filósofo francês Raphael Enthoven -- não irá impedi-la de compatibilizar sua vida pessoal com projetos futuros.

"Claro que vou me ocupar [com o bebê], mas não vejo porque isso me impediria de trabalhar", disse. Ela fez uma ponta no último filme de Woody Allen, "Meia Noite em Paris", além de ser cantora e modelo.

Carla Bruni ressaltou ainda que seu papel de mãe não concorre com as funções de primeira-dama, já que suas obrigações "não são tantas" e as faz "de bom grado".

No entanto, reconheceu que "a maternidade não é necessariamente propícia para a criação artística", e que "nunca poderia viajar 150 dias por ano sem seu filho".

A intérprete do sucesso de vendas "Quelqu'un M'a Dit" contou ainda que voltou a ouvir Amy Winehouse após a morte da britânica, que a deixou "muito triste".

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