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Filhote de tigre siberiano acha nova família após ser rejeitada pela mãe

Após ser rejeitada pela mãe, uma filhote de Tigre Siberiano (Panthera tigris altaica), batizada de Zoya, foi transferida para o Oklahoma City Zoo (Zoológico da Cidade Oklahoma, em tradução livre), nos EUA, na última sexta (21).

A tigresa nasceu no zoológico da Philadelphia no último dia 10, filha de Grom, um tigre de 9 anos, e Koosaka, de 10 anos. A mãe teve uma ninhada de 5 filhotes, algo incomum para a espécie. Um dos filhotes foi acidentalmente machucado por Koosaka e não resistiu; outro animal teve um grave problema intestinal e também morreu.

Dos três irmãos sobreviventes, Zoya (cujo nome significa "vida", em Russo) foi a única rejeitada pela mãe. A rejeição de um ou mais filhotes é comum quando a tigresa tem sua primeira ninhada, assim como Koosaka.

Preocupados com a interação social da pequena, a equipe do zoológico de Philadelphia decidiu que seria melhor tentar inseri-la em outra família de Tigres. "Com essa filhote avulsa, nós sabíamos que a melhor opção seria encontrar uma oportunidade para que ela crescesse com outros tigres", diz Andy Baker, Diretora de operações do zoológico.

Por sorte, uma ninhada de três tigres-de-sumatra havia nascido apenas um dia antes de Zoya no zoológico da cidade de Oklahoma. Especialistas envolvidos com o Plano de Sobrevivência das Espécies de Tigres, da Association of Zoos and Aquarium (Associação de Zoológicos e Aquários, em tradução livre) decidiram que a transferência da tigresa rejeitada seria uma boa ideia.


O processo de entregar o filhote rejeitado para uma nova família é conhecido em inglês como "Cross-fostering" e só pode ocorrer quando mãe tem uma ninhada com a mesma idade do bebê adotado –isso diminui ao risco de uma segunda rejeição. A adoção só pode ser considerada bem-sucedida quando a mãe começa a cuidar e alimentar o novo integrante da família.

SUCESSO 

Depois de mais de uma semana sendo alimentada pela equipe do zoológico da Philadelphia, Zoya foi aceita definitivamente pela nova mãe, Lola –ela e os outros três "irmãos", entretanto, permanecem em um cativeiro monitorado para maior segurança.

No período de seis a oito semanas, os filhotes já estarão suficientemente grandes para explorarem o zoológico.


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